Não abro mão de ler o jornal de papel

O depoimento do Cadu Mesquita para o Confins sobre como se informa no dia a dia, na série na encruzilhada do futuro do presente.

 

 

 

No mundo globalizado de hoje, se informar é fundamental e a velocidade de informação também é muito importante. Por isso, procuro sempre estar “online” e ter acesso às principais notícias do Brasil e do mundo no momento que elas acontecem, através da internet. Os sites dos grandes meios de comunicação, do Brasil e exterior, são pra mim a maneira mais útil de estar antenado.

Via e-mail, também recebo todas as manhãs “releases” com notícias dos setores agrícola e de comércio exterior, áreas que atuo profissionalmente.

Mas como não nasci nessa era digital, não abro mão de ler o jornal (papel) todos os dias e também de ouvir notícias pelo rádio sempre que estou indo e voltando do trabalho.

Pra terminar, não poderia deixar de citar a TV, mas apenas nas noites que não tem futebol pra assistir.

Juan Antonio Giner, nas trincheiras do jornalismo digital

Juan Antonio Giner é presidente da consultoria Innovation in Newspapers. Mora hoje no País de Gales, numa “pequena cidade perto do nada”. É um apaixonado pelo meio jornal e um ferrenho crítico dos gestores das tradicionais empresas de informação, que ficaram sentados nos louros, se recusaram a procurar entender as peculiaridades da rede e hoje estão ameaçados de perderem o trem da História. Cidadão do mundo globalizado, trabalha na encruzilhada do futuro do presente.

Na véspera das eleições norte-americanas, ele foi para os Estados Unidos. Acompanhou o processo eleitoral em Harvard, Cambridge. Não disfarçava seu horror pelo  Romney numa intensa cobertura jornalística do final da campanha, que ele só parou ontem com a vitória do Obama. Abaixo, transcrevo o depoimento que me deu sobre como se informa para não perder o pe´com o futuro, intermeando com suas últimas postagens sobre as eleições nos Estado Unidos, com o Obama vitorioso. Clicando nas imagens, você será levado às matérias e fotos que ele publicou nos 140 sinais do twitter, que podem carregar uma biblioteca.

Acordo e vou checar os emails no meu iPhone.

 

 

 

Antes de tomar café da manhã olho minhas contas de Twitter e Facebook. Entro no site mediagazer ver as novidades no mundo das mídias.

Já não dependo das “web” de notícias. Acabo chegando nelas através de recomendações de amigos que sigo pelo Twitter. Eles são meus prescritores.

Se estou em casa, leio o jornal impresso de The Guardian e assino a versão digital do Times de Londres.

Quando viajo, nos aviões e aeroportos devoro jornais e revistas impressas.

 

 

 

 

Quase não vejo TV e se chego a ver, é de novo por recomendação de amigos ou links das redes sociais.

 

 

 

Não me acostumo com o iPad, que fica em casa e é monopolizado pelo meu filho.

 

 

 

Vivo conectado ao meu MacBook.

 

 

 

Faço anotações à mão nas minhas Moleskines de bolso, mas as vezes uso o aplicativo de notas do iPhone.

 

 

 

Constantemente me comunico pelo skype com todo o mundo (sempre tenho comigo um fone de ouvido).

 

 

 

Só assino a versão impressa de Monocle.

 

 

 

 

Estou cada vez mais viciado no iPhone como plataforma de mídia, cada vez dependendo menos das bancas de jornais, mais das redes sociais e menos das “webs” e blogs.

 

 

 

 

Acompanho todas as revistas semanais impressas do local onde vivo: mal escritas, mal ilustradas, mas, todavia, imprescindíveis.

 

 

 

Leio mais livros impressos do que nunca…. poque tenho pouco tempo.

 

 

 

E durmo com o iPhone
na mesinha de cabeceira,
meu despertador e minha
nova caixa de pandora informativa.

 Na encruzilhada do futuro do presente