“Notícias não mudam o mundo, mas nos dão uma nova inteligência e as ferramentas com as quais explorá-la – uma fonte de modelos compartilhados a respeito do mundo. Notícias não nos dizem o que pensar ou para onde ir, mas nos ajudam a navegar. Notícias abrem a porta para participação.”

Esta singela e preciosa definição de notícia é do Walter Bender. Ele, Ana Estela de Sousa Pinto, Bianca Santana, Caio Túlio Costa, Demi Getschko e Rodrigo Mesquita, com a mediação do Carlos Eduardo Lins da Silva, debateram num evento proposto pelo IEA-USP, CGI e NIC.br como o novo ecossistema midiático da sociedade contemporânea vem afetando profundamente o papel da imprensa no novo ambiente em construção.

A íntegra do vídeo do debate está nesse link Imprensa, Tecnologia e o Futuro do Jornalismo do canal do Instituto de Estudos Avançados da USP – IEA USP – no youtube.


Rede social é plataforma, ferramenta (Twitter, Facebook, Youtube, Instagram, Flipboard, WhtasApp, Telegram etc), ou é processo? Qual a responsabilidade das Big Techs no novo ambiente midiático? E o público? A intensa polarização que assistimos do debate cívico é consequência de estarmos cada um de nós no centro do processo de comunicação ou, pelo menos em parte, de omissões dos velhos e novos players da nova arena, a nova Ágora?
Uma Bandeira Contra a Barbárie, o Nosso Desafio, neste link o texto base da proposta de debate. Você está convidado a fazer esta reflexão.

O desafio é abrir-se ao público, ouvindo-o antes de formular mensagens, que devem sempre estar abertas ao retorno, ao diálogo.

>> Uma nova imprensa

Nós jornalistas não somos o farol do mundo, somos uma ferramenta do público.

>> O papel do jornal

As informações que procuramos sobre o mundo estão apoiadas e são formatadas pela publicidade e suas necessidades. Os jornalistas precisam saber mais sobre essas tecnologias, como elas funcionam e como elas influenciam a prática, a distribuição e a percepção do jornalismo.

>> QUEM MANDA NA INTERNET?

Mais do que informar, o papel das empresas de informação foi e será sempre contribuir para os processos de articulação da sociedade.

>> A notícia é um meio, não o fim

O desafio que temos pela frente é ensinar a aprender, no mundo em rede o aprendizado é um processo sem fim.

>> O novo ecossistema da informação

Na Era Elétrica, a nossa, o ecossistema de comunicação da sociedade é uma extensão do nosso sistema nervoso.

>> O tempo passou na janela, só Carolina não viu

…a explosão da cultura através da explosão da informação torna-se cultura por si mesma, derrubando todas as paredes entre cultura e negócios.

>> McLuhan: uma síntese da crise

A partir do  final da década de 1940, o papel de articulação da sociedade do meio jornal começa a mudar…  A sociedade  vai ganhando um outro  grau de complexidade e vai se fragmentando de tal forma que começa ficar difícil para o meio jornal fazer a cobertura jornalística com a mesma amplitude e profundidade do início do século passado até meados da década de 40.

>> dos jornais a um mundo sem fronteiras