Depoimento da Angela Bittencourt sobre como se informa no dia a dia para o Confins, na série na encruzilhada do futuro do presente, uma tentativa de abrir mais o debate sobre a crise que enfrentamos também em função da mudança da plataforma de informação, comunicação e articulação da sociedade.

Passo 10/12 horas por dia numa redação. Em mesa de tempo real. Basicamente o que sei (e não sei) vem do meu entorno, municiado por agências de notícias em tempo real, sites, blogs e infindáveis relatórios distribuídos por instituições financeiras – alguns já circulando em ritmo de tempo real e originados em várias partes do mundo.

Diariamente, há décadas, leio as primeiras páginas e as principais matérias dos cadernos de Economia e Política do Estadão e da Folha. Desde 2000, o Valor entrou no grupo. À exceção dos anos em que trabalhei no Banco Central, sempre dediquei espaço menor às publicações semanais. Mas não exatamente por julgar desnecessárias ou com pouco a acrescentar e sim pelo fortalecimento da cobertura de matérias especiais/analíticas pelos jornais.E, claro, pela falta de tempo.

Há anos não assisto a telejornais de TV aberta a não ser, eventualmente, na redação. Em casa, assisto à Globonews e CNN, mas raramente a um telejornal do início ao fim. Tenho o hábito de checar blogs do Wall Street Journal e do FT, em particular o Alphaville. O fato de escrever o tempo todo me mantém ligada a tudo o que é online, mas ainda não consegui aderir ao Twitter. Sou “analfabeta” em Cultura, mas simplesmente adoro o tabloide EU & FIM DE SEMANA do Valor. Ainda uso o velho e bom PC, iPad e Blackberry.