Quem somos

Notícias não mudam o mundo, mas nos dão uma nova inteligência e as ferramentas com as quais explorá-la – uma fonte de modelos compartilhados a respeito do mundo. Notícias não nos dizem o que pensar ou para onde ir, mas nos ajudam a navegar. Notícias abrem a porta para participação.

Walter Bender

 

As notícias – uma fonte de modelos compartilhados a respeito do mundo – são a porta de entrada para as trilhas dos novos sertões: o ecossistema da informação, comunicação e articulação da sociedade e o novo mundo que emerge com os novos processos.

“O sertão exercia, sobre aquela gente, a mesma atração que exerceu o mar para seus pais ou avós portugueses. Diante do sertão, como diante do mar, é o mesmo assombro, é a mesma impressão de infinito e de eternidade, é a mesma vertigem”, escreveu José de Alcântara Machado, no clássico Vida e Morte do Bandeirante.

Ele falava dos paulistas e do movimento que levou à conquista do espaço territorial do Brasil. Se ele vivesse hoje, estaria falando da internet, a rede: os novos sertões, a última fronteira a ser desbravada e ocupada.

Fui repórter, redator, sub editor, editor e editor chefe do Jornal da Tarde. Em 1988, assumi a diretoria geral da Agência Estado. Através das TICs, abri a empresa para o mercado e desenvolvi o projeto Broadcast, empresa líder do mercado brasileiro de informação eletrônica para o mercado financeiro desde 92. Em 94, a Agência Estado lançou o Agestado, o primeiro site de informação jornalística do Brasil. Iniciava com sucesso o processo de inclusão da S.A. O Estado de S Paulo no mundo das redes, num movimento alinhado à convicção do jornalista Júlio Mesquita de que os jornais e o jornalismo têm sentido na medida em que sevem como plataforma de articulação da sociedade em que estão inseridos.

A partir daí, mergulhei na prospecção dos novos sertões, o novo confins. Aproximei-me do Media Lab, ‘laboratório’ de mídia do M.I.T, a Escola de Sagres dos novos tempos, a partir de 1992. E daí em diante nunca mais me desconectei. Entre 2002 e 2006, atuei como pesquisador afiliado da entidade então dirigida por Nicholas Negroponte, com Walter Bender como seu braço direito. Em 2005, fui o vetor da articulação do projeto One Laptop per Child no Brasil, origem dos programas Um Computador por Aluno e o Computador para Todos. Sou sócio fundador e fui presidente da Fundação SOS Mata Atlântica. Em meados de 2000, criei o Instituto Peabirus (caminhos em tupy guarani), mais uma ferramenta para prospectar e abrir caminhos nos novos sertões.

O objetivo do blog ArticulaConfins, que lanço neste início de 2012, é cobrir jornalisticamente o processo de conquista dos novos sertões, o “enredamento” da sociedade contemporânea, com sua exponencial evolução tecnológica, seu frenético processo de dirupção e inovação, seus novos processos de informação, comunicação e articulação. A sociedade da chamada era do conhecimento, que ainda não entrou na sua primeira infância.

Sou um generalista com formação em História, com um estruturado e rico caminho no mundo do jornalismo, convicto de que esta atividade só tem sentido enquanto ferramenta de e para a articulação da sociedade e que a plataforma de informação, comunicação e articulação daqui para adiante é a rede, que é muito mais do que um meio de informação. É a infraestrutura do futuro.