CONFINS

O tempo social é influenciado pela linguagem que restringe e fixa conceitos prévios e modos de pensar – uma defesa do tempo, Harold Innis

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Durante o meu trabalho, sempre ouço música via web streaming

O depoimento do Rainer Hartman sobre como se informa no seu dia a dia.

Obtenho minhas informações principalmente pela web. Praticamente não leio mais a mídia impressa. A nossa assinatura do jornal venceu há anos. Acesso alguns portais de notícia (UOL, Estadão, BBC, CNN e Al Jazeera, a última principalmente para notícias do Oriente Médio e Ásia), mas sinto que essas notícias não têm profundidade. Embora saiba que existem análises mais profundas na web, não me sinto inclinado a ler longos artigos.

Para essas análises, procuro The Economist. Assino essa publicação há décadas e, faz uns dois anos, passei da assinatura da revista em papel para assinatura apenas eletrônica. Isso me dá acesso total ao conteúdo pela web e via Android, além de uma versão completa em áudio. Essa última acaba sendo a forma que mais uso, pois permite que eu ouça boa parte das matérias enquanto estou no transporte público ou na academia.

Gosto de visitar o Reddit, para saber o que o público mais jovem e ligado à tecnologia anda fazendo, e um ou outro site, como, por exemplo, o Cool Hunting.

Sou curioso e sempre que fico sabendo de um site ou serviço interessante pelo Reddit ou The Economist, ou por outra forma, vou pesquisar para saber o que é. Tenho uma pasta entre os favoritos do Chrome chamada “Things to check out” para aquilo que quero investigar com mais calma.

Durante o meu trabalho, sempre ouço música via web streaming. Ultimamente, tenho ouvido uma estação de música clássica de San Francisco, a KDFC. Quando não a ouço, sinto falta.

Apesar de razoavelmente antenado no que acontece à minha volta optei por não usar o Facebook. Tenho uma conta aberta, zero amigos, não a mantenho. Confesso que, no fundo, não tenho tempo ou paciência para todos os rituais FB e me preocupo muito com a questão da privacidade.

Tenho uma conta no LinkedIn, mas uso essa ferramenta bem pouco.

Notícias abrem a porta para participação

“Organizações jornalísticas devem continuar a fornecer notícias para indivíduos e conhecimento enciclopédico sobre suas comunidades. Mas também devem reconhecer o papel dos consumidores como produtores. O futuro do setor é tanto de construção quanto de consumo. O impacto de “ser digital” é a emergência de uma nova relação entre editores e seu público: tornar as notícias mais relevantes ao construir conexões entre fornecedores de notícias e consumidores…. Notícias não mudam o mundo, mas nos dão uma nova inteligência e as ferramentas com as quais explorá-la – uma fonte de modelos compartilhados a respeito do mundo. Notícias não nos dizem o que pensar ou para onde ir, mas nos ajudam a navegar. Notícias abrem a porta para participação”. (Walter Bender, num texto para a ANJ, Associação de Jornais do Brasil, em 1999)

Abaixo, o depoimento de Alexandre Machado sobre como se informa no seu dia a dia (para levar notícias a você), nestes tempos da encruzilhada do futuro do presente.

Você sabe, a pressão por informação começa cedo para mim. Faço o “Começando o Dia” na CulturaFM  a partir das 8 hs. Da manhã de 2ª a 6ª . Às 6 hs estou na rádio e tenho uma hora e meia para escrever o programa. Tenho Estadão e Folha em papel e percorro religiosamente os sites de O Globo, El Pais, Al Jazeera, New York Times e BBC; dou uma passada diária no Le Monde e no Guardian e depois dou uma bicada variada (Valor Econômico, La Republica, Clarin, Wall Street Journal, Libération, etc). No fim da semana e na segunda rodo os sites das semanais brasileiras; não esquecer do The Economist. A Globonews é companhia importante tanto na preparação do programa (Globonews Notícias das 6 e das 7) como no resto da manhã quando abro informações para produzir o programa nos dias seguintes. Revistas: Bravo, Concerto e Piaui. Passeio muito pelos blogs políticos com destaque para Ricardo Noblat. Uso bastante o Facebook para contato com públicos qualificados ( a CulturaFM tem 85% de audiência nas classes A e AB). Não tenho disponibilidade pessoal para Twitter. Tumblr e Instagram ainda não. E o telefone—fundamental para nós jornalistas— trabalha o dia inteiro. E vai por ai afora.

Abração, Alexandre

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