CONFINS

O tempo social é influenciado pela linguagem que restringe e fixa conceitos prévios e modos de pensar – uma defesa do tempo, Harold Innis

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Financial Times editor Lionel Barber: ‘News now is not the newspaper’

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os impactos da digitalizaçao num jornal de nicho global. um jornal que desde o início da internet fechou seu site para assinates, desenvolveu um dos melhores aplicativos para celulares e atua em cima de um segmento, o que lhe dá grandes vantagens sobre os jornais genéricos. em 2012, o FT anunciou  que pela primeira vez em sua história as assinaturas digitais ultrapassaram as da versão impressa. apesar disso, como em todos os jornais do mundo, receitas e resultados vem caindo. o FT anuncia também cortes de pessoal na sua estrutura digital, o fim de versões para mercados específicos e a diminuição da atualização das notícias na versão digital.
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Porque os nativos digitais odeiam os jornais

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Dubbing digital natives the “asset-light” generations, Meeker notes that young people don’t want to own CDs, haul around books, buy cars, carry cash, do their own chores, or be committed to a full-time job. Instead, they use their smartphones to buy, borrow, or steal media; rent shared cars at home and book shared rooms when they travel; hire people to buy groceries or cut the grass; and use apps from Starbucks and Target to pay for lattes and redeem coupons. Many of the digital natives even prefer short-term gigs that allow them to arrange their work around their life, rather than arrange their life around their work.

Meeker believes the digital generations will change everything from the travel and credit card industries to the way health care and education are consumed.

The newspaper industry already has been profoundly disrupted. The only remaining question is what publishers will do about it.

Rodrigo Mesquita‘s insight:

as especulação são as mais diversas, mas nunca chegam próximas do que foi o papel histórico dos jornais: servir de plataforma de articulação das comunidades em que estavam inseridas para que elas pudessem fazer valer seus interesses junto às fontes de poder de uma forma geral.

No Brasil, o jornalista Júlio Mesquita inseriu esta idéia no mercaod no início do século passado. Depois de uma profunda reforma editorial no jornal, proibiu a assinatura, a dele inclusive, em qualquer matéria. Argumetava que o jornal não era dele nem dos jornalistas, mas do público. A missão do jornal era levantar e botar em discussão as questões que preocupavama a comunidade em que estava inserido. No fim da vida, dizia: “Jamais ousei imaginar que tinha o direito ou o dever de formar a opnião pública do meu Estado. Tudo o que fiz na vida foi sondar a opinião pública e me deixar levar pela corrente que me parecia mais acertada”.

Enquanto os centros de think thank sobre o setor nos estados Unidos consideram os jornais a indústria de notícias, news print, Walter Bender, que dirigiu o programa News in The Future nos anos 90 no MIT – Media Lab e depois foi diretor geral deste laboratório das novas tecnologia, dizia:

“Organizações jornalísticas devem continuar a fornecer notícias para indivíduos e conhecimento enciclopédico sobre suas comunidades. Mas também devem reconhecer o papel dos consumidores como produtores. O futuro do setor é tanto de construção quanto de consumo. O impacto de “ser digital” é a emergência de uma nova relação entre editores e seu público: tornar as notícias mais relevantes ao construir conexões entre fornecedores de notícias e consumidores”.

“Notícias não mudam o mundo, mas nos dão uma nova inteligência e as ferramentas com as quais explorá-la – uma fonte de modelos compartilhados a respeito do mundo. Notícias não nos dizem o que pensar ou para onde ir, mas nos ajudam a navegar. Notícias abrem a porta para participação”.

 

 

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Há futuro para os jornais impressos

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“The direction of travel is clearly toward ‘new’ media, but ‘old’ media are still very much with us and do not appear to be about to disappear wholesale.”

As this year begins, three notable reports share the same conclusion about the future of news: The path we are on is uncertain and debatable. But two of the three studies now see an extended economic shelf life for print, even as audiences swing digital and the search for viable digital news products continues.

Exhibit A: Earl Wilkinson, the globe-trotting executive director of the International News Media Association. A year ago, his speeches and annual summary report were focused on the difficulty of culture change at newspaper organizations and the need for faster digital innovation.This year’s outlook report, published in December, was subtitled “The Print + Digital Dynamic.
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De Gutenberg a McLuhan, uma viagem sem volta

Dos jornais à rede. Num, a história; no outro, as novidades.

André de Oliveira é estudante de jornalismo. Procura ler os jornais porque tem consciência que eles teem a sua força, mas “as novidades  fico sabendo nas mídias sociais” e dá valor especial às dicas dos seus amigos. Ele foi mais um que contou para o Confins como se informa no seu dia a dia, na série na encruzilhada do futuro do presente. Abaixo da foto da revista qz.com (uma dica minha sobre uma fonte de informação alinhada com o futuro, um produto desenhado para a mobilidade), o depoimento deste estudante que está escrevendo uma biografia do escritor João Antônio e trabalha com mídias sociais.

Não me lembro da primeira vez em que usei um computador, apesar de estar com 23 anos, o que me daria tempo de lembrar de um mundo pré-internet. Nasci em uma casa de entusiastas tecnológicos. Por isso, desde cedo aprendi a conviver com o computador. Apesar disso, sempre tive um apego, quase simbólico, ao papel. Basta dizer que, ao mesmo tempo em que trabalho com mídias sociais, escolhi escrever um livro no meu trabalho de conclusão de curso de jornalismo.

O modo como lido com a informação e o modo como tento me manter atualizado encontra bastante ressonância nessa minha formação e posição tecnológica. Acho importante saber do que os principais jornais impressos do Brasil estão dizendo, costumo ler um deles todo dia, dando destaque para os cadernos de Brasil e Cultura.

As verdadeiras novidades, no entanto, eu acabo sempre encontrando na rede. Uso Twitter e Facebook como ferramentas de comunicação, no entanto, dou valor especial para o tipo de conteúdo que meus contatos compartilham. Meu leitor de feed me mantém atualizado, exatamente, do tipo de informação que eu busco. Por exemplo, como gosto de música, sigo a parte de World Music do The Guardian, além de blogs como o Rappamelo, especializado em Jazz e Black Music.

O The Guardian é uma fonte constante de informação, já que, acredito, eles têm um trabalho excelente na internet. Realmente, estão pensando em novas formas de se fazer jornalismo, ao contrário do que vem sendo feito no Brasil. Aqui, a tendência parece ser sempre transportar velhas formas para novas plataformas. O The Guardian é um dos pioneiros no Data Journalism, que só agora está chegando, de forma tímida, ao Brasil.

Como sou estudante de jornalismo, acredito que me manter atualizado nesse debate é essencial. O perfil do jornalista, acredito, está mudando radicalmente. Estamos deixando de ser produtores de conteúdo, para sermos curadores. O que é interessante, já que, de certa forma, todo usuário da rede é um curador de informação.

Contra a clicagem burra

Luciana Moherdaui, jornalista e doutora em Processos de Criação nas Mídias pela PUC/SP, é  autora do Guia de Estilo Web (1999, Senac), primeiro do gênero no País, e do blog contra a clicagem burra (foto adima). Foi bolsista do UOL Pesquisa em 2008 e participou da criação do iG e do Último Segundo. É uma das minhas referências para procurar entender o que está acontecendo no mudo da informação em função da nova conformação da plataforma de informação, comunicação e articulação da sociedade, composta pelos velhos meios broadcast (jornais, rádio e tv)  e a internet, a rede, com a sua infinidade de mídias e ferramentas.

Abaixo, o depoimento que ela deu para o Confinas, nesta série cujo objetivo é abrir mais o debate sobre a encruzilhada do futuro do presente, a crise que estamos vivendo que tem um dos seus eixos na mudança do processo de informação da sociedade. As imagens do texto são de postagen da Luciana em seu blog. Clicando nelas, você será levado para as matérias correspondentes.

Logo cedo, por volta de 8 horas, abro o Echofon, aplicativo de Twitter para iPhone, e recebo informação imediata sobre os assuntos que me interessam. Tenho, também, na palma da mão imagens das primeiras páginas dos jornais de papel.

 

 

 

 

 

Interessante anotar que essas capas estão linkadas ao Facebook. Então, dou uma olhadela lá antes de acessar dispositivos da mídia clássica – rádio e tevê. Entro pelo notebook. Não funcionam bem os aplicativos da rede de Mark Zuckerberg para telefones e tablets.

 

 

 

 

 

Depois, uso o iPad para ler os apps de Folha, Globo e Estadão. Volto ao iPhone para acessar e-mail e resolver questões de trabalho via WhatsApp, Skype e IM+, plugada em Gtalk e Messenger. É isso que orienta minha manhã.

 

 

 

 

 

Ao longo do dia, basta o Twitter para me deixar absolutamente atualizada. Ligo a tevê somente para acompanhar casos como o atentado a Aurora, nos Estados Unidos. Muitas vezes, compartilho também comentários no microblog.

 

 

 

 

 

À noite, não podem faltar os telejornais das sete, das oito e das onze, mesmo que o noticiário se repita. É o ângulo que me faz prestar atenção a eles.

 

 

 

 

 

Meu dia de trabalho termina logo após o “boa noite” de William Waack e Christiane Pelajo, no Jornal da Globo.

Durante o meu trabalho, sempre ouço música via web streaming

O depoimento do Rainer Hartman sobre como se informa no seu dia a dia.

Obtenho minhas informações principalmente pela web. Praticamente não leio mais a mídia impressa. A nossa assinatura do jornal venceu há anos. Acesso alguns portais de notícia (UOL, Estadão, BBC, CNN e Al Jazeera, a última principalmente para notícias do Oriente Médio e Ásia), mas sinto que essas notícias não têm profundidade. Embora saiba que existem análises mais profundas na web, não me sinto inclinado a ler longos artigos.

Para essas análises, procuro The Economist. Assino essa publicação há décadas e, faz uns dois anos, passei da assinatura da revista em papel para assinatura apenas eletrônica. Isso me dá acesso total ao conteúdo pela web e via Android, além de uma versão completa em áudio. Essa última acaba sendo a forma que mais uso, pois permite que eu ouça boa parte das matérias enquanto estou no transporte público ou na academia.

Gosto de visitar o Reddit, para saber o que o público mais jovem e ligado à tecnologia anda fazendo, e um ou outro site, como, por exemplo, o Cool Hunting.

Sou curioso e sempre que fico sabendo de um site ou serviço interessante pelo Reddit ou The Economist, ou por outra forma, vou pesquisar para saber o que é. Tenho uma pasta entre os favoritos do Chrome chamada “Things to check out” para aquilo que quero investigar com mais calma.

Durante o meu trabalho, sempre ouço música via web streaming. Ultimamente, tenho ouvido uma estação de música clássica de San Francisco, a KDFC. Quando não a ouço, sinto falta.

Apesar de razoavelmente antenado no que acontece à minha volta optei por não usar o Facebook. Tenho uma conta aberta, zero amigos, não a mantenho. Confesso que, no fundo, não tenho tempo ou paciência para todos os rituais FB e me preocupo muito com a questão da privacidade.

Tenho uma conta no LinkedIn, mas uso essa ferramenta bem pouco.

A receita de informação de um editor de notícias

Fui foca do jornalista Fernando Mitre na editoria internacional do Jornal da Tarde. Poucos anos depois, ele assumia a diretoria de redação do jornal. Foi a época mais rica do JT. Era uma redação criativa e divertida. A dedicação ao jornal era total. Lembro-me de um dia em que o Mitre tegiversava sobre seus hobbies, seu tempo de entretenimento. Fora os livros, cinema, teatro e os jantares na madrugada, depois do fechamento do jornal, o hoobby, o entretenimento eram as matérias do jornal voltadas para isso.

Hoje, o Mitre é o diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes. Abaixo, seu depoimento para o Confins sobre como se informa nestes tempos da encruzilhada do futuro do presente.

De manhã, logo depois de acordar, continuo o acompanhamento dos fatos (na verdade, é uma continuidade) , me atualizando no contato com o meu pessoal de pauta, conferindo o conteúdo de alguns sites e falando com as primeiras fontes do dia. Recebo muita informação também via email . Na leitura dos jornais, dou preferência aos artigos, já que as notícias raramente me surpreendem. Á tarde, faço uma rodada mais completa com as fontes. A esta altura, já estou acompanhando a produção de matérias dos nossos telejornais e a divulgação de notícias em todo o sistema Band.   Leio as principais revistas brasileiras com certa disciplina. Time, The Economist e o noticiário do  NYTimes estão sempre presentes.  Globonews, BandNews e CNN sintonizadas. Um  olho voltado para a internet o tempo todo. Mas, muitas vezes, recebo excelentes dicas de ouvintes e telespectadores da Band, entre tantos que me procuram ( e que atendo sempre que posso).

Continuo adorando ler jornal no café da manhã

Marion Strecker é jornalista e não está afogada pelos novos meios. Conseguiu alcançar uma certa disciplina como conta no seu depoimento para o Confins, na série na encruzilhada do futuro.

Estou tentando ser menos junkie com informação, então agora compro mais livros e procuro diminuir o tempo na internet.

Continuo adorando ler jornal no café da manhã: jornal em papel, para não me dispersar online. Mas aqui em Nova York, neste prédio sem porteiro onde vivo agora, meu jornal é roubado quase todos os dias. Tento me acostumar com a versão no iPad, mas às vezes me pego analisando os problemas de usabilidade. Esse vício profissional atrapalha a leitura. E como estou no iPad, às vezes acabo lendo outros jornais e sites de notícia ali também.

Sempre gostei de ler revistas. Assinava muitas até semana passada, quando morava na Califórnia. Agora só assino uma, e decidi comprar na banca o que me der na telha.

Não sou muito de televisão e ouço rádio apenas no carro. Aqui estou sem carro.

A cidade grande e seus espaços públicos transbordam de informação. Ganho jornal grátis no metrô, vejo cartazes e luminosos, me deparo com folhetos, flyers e outros impressos nas ruas e nos espaços culturais. Vejo TV dentro do táxi como no Brasil via portais de notícia dentro do elevador.

Uso internet intensamente, então meu dia pode começar com alertas ou e-mails, que trazem atualizações dos sites e blogs que acompanho ou dos aplicativos que eu uso. Entro então em alguns desses endereços.

Recebo muita informação em redes sociais, mas a leitura é irregular e caótica. Vida pessoal e profissional se misturam ali e qualquer um fala qualquer coisa, o que cansa. Escrevo cada vez menos em redes sociais para ganhar mais tempo. Prefiro mensagens diretas trocadas com pessoas que me são importantes.

Outra forma que uso bastante para obter informação são os sistemas de busca. Nenhum jornalista vive sem isto hoje.
Last but not least, pessoas são sempre uma fonte inesgotável de informação. Então conhecer e conviver com muitas pessoas é muito bom para ficar informado, além de ser divertido.

Me informo pela internet

Apesar de publicar o enxuto e objetivo depoimento do Beto Padiani sobre como ele se informa no dia a dia para ficar antenado, na série na encruzilhada do futuro do presente, o que eu gostaria mesmo é de estar navegando com ele pelo Atlântico ou fazendo alguma expedição por algum ponto perdido do mundo. Enquanto não consiguir viabilizar, continuarei trabalhando em projetos de informação em rede (Confins é um deles) e viajando na a viagem dos meus amigos.

Me informo pela internet. Pela manhã quando abro o computador, leio as notícias noEstadão.com.br. O que mais me interessa me
aprofundo. Dou uma espiada no Twitter e no Facebook. Depois leio meus e-mails que eventualmente trazem algo novo. No carro ouça a CBN e durante o dia no meu escritório acesso as noticias por diversos portais, como Terra, Estadão, UOL e Exame. Vejo televisão alguns dias à noite.

 

Prefiro plataformas hierarquizadas e curadas

O depoimento de José Papa Neto para o Confins sobre como se informa no dia a dia, na encruzilhada do futuro do presente, para não perder o bonde da história.

Comeco, sem viés, pela integral leitura do Estadao, hábito há muito incorporado ao meu dia-a-dia. No carro, fico ligado na rádio Estadão/ESPN. Nunca deixo de ver as principais manchetes do Valor, FT e dealbook do NYTimes. Além de uma série de blogs e sites que tenho no “favoritos”, como techcrunch e específicos da indústria (WAN e INMA).

Nos finais de semana vou de Economist a Exame e Wired. Prefiro plataformas hierarquizadas e “curadas”  a agregadores, apesar que tenho, quando por ocasião de estar usando determinada rede e um assunto interessar, acessado notícias diversas pelo linkedin e facebook.

Passo 10/12 horas por dia numa redação

Depoimento da Angela Bittencourt sobre como se informa no dia a dia para o Confins, na série na encruzilhada do futuro do presente, uma tentativa de abrir mais o debate sobre a crise que enfrentamos também em função da mudança da plataforma de informação, comunicação e articulação da sociedade.

Passo 10/12 horas por dia numa redação. Em mesa de tempo real. Basicamente o que sei (e não sei) vem do meu entorno, municiado por agências de notícias em tempo real, sites, blogs e infindáveis relatórios distribuídos por instituições financeiras – alguns já circulando em ritmo de tempo real e originados em várias partes do mundo.

Diariamente, há décadas, leio as primeiras páginas e as principais matérias dos cadernos de Economia e Política do Estadão e da Folha. Desde 2000, o Valor entrou no grupo. À exceção dos anos em que trabalhei no Banco Central, sempre dediquei espaço menor às publicações semanais. Mas não exatamente por julgar desnecessárias ou com pouco a acrescentar e sim pelo fortalecimento da cobertura de matérias especiais/analíticas pelos jornais.E, claro, pela falta de tempo.

Há anos não assisto a telejornais de TV aberta a não ser, eventualmente, na redação. Em casa, assisto à Globonews e CNN, mas raramente a um telejornal do início ao fim. Tenho o hábito de checar blogs do Wall Street Journal e do FT, em particular o Alphaville. O fato de escrever o tempo todo me mantém ligada a tudo o que é online, mas ainda não consegui aderir ao Twitter. Sou “analfabeta” em Cultura, mas simplesmente adoro o tabloide EU & FIM DE SEMANA do Valor. Ainda uso o velho e bom PC, iPad e Blackberry.

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