CONFINS

O tempo social é influenciado pela linguagem que restringe e fixa conceitos prévios e modos de pensar – uma defesa do tempo, Harold Innis

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Todas as empresas fazem parte da indústria da informação

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The Obama administration has shown what is possible when a government becomes a media entity in its own right. But is that good or bad for a free press and for society in general?

Rodrigo Mesquita‘s insight:

empresas de qualqur setor, governos, forças armadas, somos todos empresas de mídia. isso é bom para a democracia?

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Um novo jornalismo digital e os riscos da balburdia opinativa

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The survival of quality news calls for a new approach to writing and reporting. Inspiration could come from blogging and magazine.

O risco é enterrarmos de vez o jornalismo investigativo e independente para privilegiar a opinião de blogueiros sobre o que devemos pensar sobre as coisas

Rodrigo Mesquita‘s insight:

uma nova infraestrutura tecnológica, um novo ecossistema da informaçao, uma nova sociedade e os velhos jornais

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O último ombudsman do Washington Post

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The case for a readers’ representative.

Rodrigo Mesquita‘s insight:

But I think the tea leaves are clear. For cost-cutting reasons, for modern media-technology reasons and because The Post, like other news organizations, is financially weaker and hence even more sensitive to criticism, my bet is that this position will disappear.

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Financial Times editor Lionel Barber: ‘News now is not the newspaper’

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os impactos da digitalizaçao num jornal de nicho global. um jornal que desde o início da internet fechou seu site para assinates, desenvolveu um dos melhores aplicativos para celulares e atua em cima de um segmento, o que lhe dá grandes vantagens sobre os jornais genéricos. em 2012, o FT anunciou  que pela primeira vez em sua história as assinaturas digitais ultrapassaram as da versão impressa. apesar disso, como em todos os jornais do mundo, receitas e resultados vem caindo. o FT anuncia também cortes de pessoal na sua estrutura digital, o fim de versões para mercados específicos e a diminuição da atualização das notícias na versão digital.
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Porque os nativos digitais odeiam os jornais

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Dubbing digital natives the “asset-light” generations, Meeker notes that young people don’t want to own CDs, haul around books, buy cars, carry cash, do their own chores, or be committed to a full-time job. Instead, they use their smartphones to buy, borrow, or steal media; rent shared cars at home and book shared rooms when they travel; hire people to buy groceries or cut the grass; and use apps from Starbucks and Target to pay for lattes and redeem coupons. Many of the digital natives even prefer short-term gigs that allow them to arrange their work around their life, rather than arrange their life around their work.

Meeker believes the digital generations will change everything from the travel and credit card industries to the way health care and education are consumed.

The newspaper industry already has been profoundly disrupted. The only remaining question is what publishers will do about it.

Rodrigo Mesquita‘s insight:

as especulação são as mais diversas, mas nunca chegam próximas do que foi o papel histórico dos jornais: servir de plataforma de articulação das comunidades em que estavam inseridas para que elas pudessem fazer valer seus interesses junto às fontes de poder de uma forma geral.

No Brasil, o jornalista Júlio Mesquita inseriu esta idéia no mercaod no início do século passado. Depois de uma profunda reforma editorial no jornal, proibiu a assinatura, a dele inclusive, em qualquer matéria. Argumetava que o jornal não era dele nem dos jornalistas, mas do público. A missão do jornal era levantar e botar em discussão as questões que preocupavama a comunidade em que estava inserido. No fim da vida, dizia: “Jamais ousei imaginar que tinha o direito ou o dever de formar a opnião pública do meu Estado. Tudo o que fiz na vida foi sondar a opinião pública e me deixar levar pela corrente que me parecia mais acertada”.

Enquanto os centros de think thank sobre o setor nos estados Unidos consideram os jornais a indústria de notícias, news print, Walter Bender, que dirigiu o programa News in The Future nos anos 90 no MIT – Media Lab e depois foi diretor geral deste laboratório das novas tecnologia, dizia:

“Organizações jornalísticas devem continuar a fornecer notícias para indivíduos e conhecimento enciclopédico sobre suas comunidades. Mas também devem reconhecer o papel dos consumidores como produtores. O futuro do setor é tanto de construção quanto de consumo. O impacto de “ser digital” é a emergência de uma nova relação entre editores e seu público: tornar as notícias mais relevantes ao construir conexões entre fornecedores de notícias e consumidores”.

“Notícias não mudam o mundo, mas nos dão uma nova inteligência e as ferramentas com as quais explorá-la – uma fonte de modelos compartilhados a respeito do mundo. Notícias não nos dizem o que pensar ou para onde ir, mas nos ajudam a navegar. Notícias abrem a porta para participação”.

 

 

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De Gutenberg a McLuhan, uma viagem sem volta

Dos jornais à rede. Num, a história; no outro, as novidades.

André de Oliveira é estudante de jornalismo. Procura ler os jornais porque tem consciência que eles teem a sua força, mas “as novidades  fico sabendo nas mídias sociais” e dá valor especial às dicas dos seus amigos. Ele foi mais um que contou para o Confins como se informa no seu dia a dia, na série na encruzilhada do futuro do presente. Abaixo da foto da revista qz.com (uma dica minha sobre uma fonte de informação alinhada com o futuro, um produto desenhado para a mobilidade), o depoimento deste estudante que está escrevendo uma biografia do escritor João Antônio e trabalha com mídias sociais.

Não me lembro da primeira vez em que usei um computador, apesar de estar com 23 anos, o que me daria tempo de lembrar de um mundo pré-internet. Nasci em uma casa de entusiastas tecnológicos. Por isso, desde cedo aprendi a conviver com o computador. Apesar disso, sempre tive um apego, quase simbólico, ao papel. Basta dizer que, ao mesmo tempo em que trabalho com mídias sociais, escolhi escrever um livro no meu trabalho de conclusão de curso de jornalismo.

O modo como lido com a informação e o modo como tento me manter atualizado encontra bastante ressonância nessa minha formação e posição tecnológica. Acho importante saber do que os principais jornais impressos do Brasil estão dizendo, costumo ler um deles todo dia, dando destaque para os cadernos de Brasil e Cultura.

As verdadeiras novidades, no entanto, eu acabo sempre encontrando na rede. Uso Twitter e Facebook como ferramentas de comunicação, no entanto, dou valor especial para o tipo de conteúdo que meus contatos compartilham. Meu leitor de feed me mantém atualizado, exatamente, do tipo de informação que eu busco. Por exemplo, como gosto de música, sigo a parte de World Music do The Guardian, além de blogs como o Rappamelo, especializado em Jazz e Black Music.

O The Guardian é uma fonte constante de informação, já que, acredito, eles têm um trabalho excelente na internet. Realmente, estão pensando em novas formas de se fazer jornalismo, ao contrário do que vem sendo feito no Brasil. Aqui, a tendência parece ser sempre transportar velhas formas para novas plataformas. O The Guardian é um dos pioneiros no Data Journalism, que só agora está chegando, de forma tímida, ao Brasil.

Como sou estudante de jornalismo, acredito que me manter atualizado nesse debate é essencial. O perfil do jornalista, acredito, está mudando radicalmente. Estamos deixando de ser produtores de conteúdo, para sermos curadores. O que é interessante, já que, de certa forma, todo usuário da rede é um curador de informação.

Contra a clicagem burra

Luciana Moherdaui, jornalista e doutora em Processos de Criação nas Mídias pela PUC/SP, é  autora do Guia de Estilo Web (1999, Senac), primeiro do gênero no País, e do blog contra a clicagem burra (foto adima). Foi bolsista do UOL Pesquisa em 2008 e participou da criação do iG e do Último Segundo. É uma das minhas referências para procurar entender o que está acontecendo no mudo da informação em função da nova conformação da plataforma de informação, comunicação e articulação da sociedade, composta pelos velhos meios broadcast (jornais, rádio e tv)  e a internet, a rede, com a sua infinidade de mídias e ferramentas.

Abaixo, o depoimento que ela deu para o Confinas, nesta série cujo objetivo é abrir mais o debate sobre a encruzilhada do futuro do presente, a crise que estamos vivendo que tem um dos seus eixos na mudança do processo de informação da sociedade. As imagens do texto são de postagen da Luciana em seu blog. Clicando nelas, você será levado para as matérias correspondentes.

Logo cedo, por volta de 8 horas, abro o Echofon, aplicativo de Twitter para iPhone, e recebo informação imediata sobre os assuntos que me interessam. Tenho, também, na palma da mão imagens das primeiras páginas dos jornais de papel.

 

 

 

 

 

Interessante anotar que essas capas estão linkadas ao Facebook. Então, dou uma olhadela lá antes de acessar dispositivos da mídia clássica – rádio e tevê. Entro pelo notebook. Não funcionam bem os aplicativos da rede de Mark Zuckerberg para telefones e tablets.

 

 

 

 

 

Depois, uso o iPad para ler os apps de Folha, Globo e Estadão. Volto ao iPhone para acessar e-mail e resolver questões de trabalho via WhatsApp, Skype e IM+, plugada em Gtalk e Messenger. É isso que orienta minha manhã.

 

 

 

 

 

Ao longo do dia, basta o Twitter para me deixar absolutamente atualizada. Ligo a tevê somente para acompanhar casos como o atentado a Aurora, nos Estados Unidos. Muitas vezes, compartilho também comentários no microblog.

 

 

 

 

 

À noite, não podem faltar os telejornais das sete, das oito e das onze, mesmo que o noticiário se repita. É o ângulo que me faz prestar atenção a eles.

 

 

 

 

 

Meu dia de trabalho termina logo após o “boa noite” de William Waack e Christiane Pelajo, no Jornal da Globo.

A receita de informação de um editor de notícias

Fui foca do jornalista Fernando Mitre na editoria internacional do Jornal da Tarde. Poucos anos depois, ele assumia a diretoria de redação do jornal. Foi a época mais rica do JT. Era uma redação criativa e divertida. A dedicação ao jornal era total. Lembro-me de um dia em que o Mitre tegiversava sobre seus hobbies, seu tempo de entretenimento. Fora os livros, cinema, teatro e os jantares na madrugada, depois do fechamento do jornal, o hoobby, o entretenimento eram as matérias do jornal voltadas para isso.

Hoje, o Mitre é o diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes. Abaixo, seu depoimento para o Confins sobre como se informa nestes tempos da encruzilhada do futuro do presente.

De manhã, logo depois de acordar, continuo o acompanhamento dos fatos (na verdade, é uma continuidade) , me atualizando no contato com o meu pessoal de pauta, conferindo o conteúdo de alguns sites e falando com as primeiras fontes do dia. Recebo muita informação também via email . Na leitura dos jornais, dou preferência aos artigos, já que as notícias raramente me surpreendem. Á tarde, faço uma rodada mais completa com as fontes. A esta altura, já estou acompanhando a produção de matérias dos nossos telejornais e a divulgação de notícias em todo o sistema Band.   Leio as principais revistas brasileiras com certa disciplina. Time, The Economist e o noticiário do  NYTimes estão sempre presentes.  Globonews, BandNews e CNN sintonizadas. Um  olho voltado para a internet o tempo todo. Mas, muitas vezes, recebo excelentes dicas de ouvintes e telespectadores da Band, entre tantos que me procuram ( e que atendo sempre que posso).

Passo 10/12 horas por dia numa redação

Depoimento da Angela Bittencourt sobre como se informa no dia a dia para o Confins, na série na encruzilhada do futuro do presente, uma tentativa de abrir mais o debate sobre a crise que enfrentamos também em função da mudança da plataforma de informação, comunicação e articulação da sociedade.

Passo 10/12 horas por dia numa redação. Em mesa de tempo real. Basicamente o que sei (e não sei) vem do meu entorno, municiado por agências de notícias em tempo real, sites, blogs e infindáveis relatórios distribuídos por instituições financeiras – alguns já circulando em ritmo de tempo real e originados em várias partes do mundo.

Diariamente, há décadas, leio as primeiras páginas e as principais matérias dos cadernos de Economia e Política do Estadão e da Folha. Desde 2000, o Valor entrou no grupo. À exceção dos anos em que trabalhei no Banco Central, sempre dediquei espaço menor às publicações semanais. Mas não exatamente por julgar desnecessárias ou com pouco a acrescentar e sim pelo fortalecimento da cobertura de matérias especiais/analíticas pelos jornais.E, claro, pela falta de tempo.

Há anos não assisto a telejornais de TV aberta a não ser, eventualmente, na redação. Em casa, assisto à Globonews e CNN, mas raramente a um telejornal do início ao fim. Tenho o hábito de checar blogs do Wall Street Journal e do FT, em particular o Alphaville. O fato de escrever o tempo todo me mantém ligada a tudo o que é online, mas ainda não consegui aderir ao Twitter. Sou “analfabeta” em Cultura, mas simplesmente adoro o tabloide EU & FIM DE SEMANA do Valor. Ainda uso o velho e bom PC, iPad e Blackberry.

A lição de casa de quem vive atrás de notícias

Lourival Sant Anna, repórter de O Estado de S Paulo, conta para o Confins qual é a sua receita de informação no dia a dia, nestes tempos de evolução da plataforma de informação, comunicação e articulação da sociedade que estamos vivendo. Tema que este blog se propõe a debater com a perspectiva de que estamos na encruzilhada do futuro do presente.

Minha rotina de informação é peculiar. De segunda a sexta, eu tenho uma coluna de comentários sobre temas internacionais na rádio Estadão/ESPN às 8h37. A partir das 7h começo a ler o noticiário internacional, primeiro no jornal “O Estado de S Paulo”, por meio das Digital Pages. Depois entro no site estadao.com.br, para ver se tem alguma notícia do dia que não está no jornal. Depois entro no Google News com filtro para as notícias dos Estados Unidos e vejo o cardápio de notícias internacionais e também dos EUA. Depois faço uma busca no Google News com palavras-chave de temas sobre os quais quero me aprofundar, relacionados com as notícias do dia. Exemplo: “Syria”, ou, mais especificamente, “Syria Aleppo bombing”.

 

No decorrer do dia, volto a me informar pelo rádio, no carro. Ouço a Estadão/ESPN, a CBN e a Band News. Fico zapeando de acordo com o que me interessa: notícias de política, economia, da cidade, meio ambiente, etc. Dirijo de manhã, quando vou treinar, quando vou buscar meus filhos na escola, na hora do almoço, quando vou para o jornal, depois do almoço, e quando volto para casa, de noite. Quando tenho que esperar alguma coisa e não estou no carro, às vezes leio o estadao.com.br e notícias a partir do Google News no meu celular. Recebo também vários informativos por email, principalmente de centros de estudos internacionais, como Stratfor e Ifes, que além de análises incluem também notícias do dia.  Nos fins de semana, leio o Estado nas Digital Pages ou compro na banca e ouço bastante rádio, quando estou dirigindo.

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David Banks: Search engine loses libel case and is ordered to pay $200,000 for online defamation…

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