CONFINS

O tempo social é influenciado pela linguagem que restringe e fixa conceitos prévios e modos de pensar – uma defesa do tempo, Harold Innis

Tag: wikipedia

Das fontes tradicionais ao futuro: correlações de força e poder

Andrew Lippman,  pesquisador do MIT – Media Lab, foi um crítico perspicaz das tele operadoras, em função do desmesurado poder que elas vem conquistando na economia global e frente aos Estados nacionais. Tinha um olhar crítico sobre a forma como as tradicionais empresas de informação se colocaram em relação à onda de inovação em torno da emergência das tecnologias de informação e comunicação a partir da década de 70.  Abaixo, o depoimento que ele deu ao Confins sobre como se informa no dia a dia. Confesso que fui pego de surpresa pelo seu conservadorismo, com o qual tendo a me alinhar em alguns aspectos. Isso, apesar da minha crítica aos jornais por não terem reagido à emergência da internet, que graças ao seu predicado de formar comunidades sobre comunidades afetou profundamente o modelo de negócios das tradicionais empresas de informação, desenvolvido em função da sua capacidade de distribuirem informação de um ponto para n pontos no mundo broadcast.

Gostaria de melhor representar a sociedade moderna, mas não é o caso.  Obtenho minha dose de informações diárias consultando um jornal impresso e suas ramificações online: o New York Times.  Em minha opinião, as notícias são bem diferentes das atualidades que ajudam a ilustrar uma matéria.  Notícias representam uma decisão editorial sobre o que deve constar na agenda local ou nacional. Claro, sempre existem elementos de importância instantânea, como a Primavera Árabe ou um ataque maluco como acabou de ocorrer nos EUA.  Mas, o mais importante é o quadro maior que a experiência e o conhecimento editorial ajudam a traçar.  Nos EUA, o New York Times, o Wall Street Journal e algumas outras fontes de notícias definem a maior parte da agenda.  Eles estimulam um jornalismo investigativo que cria uma conscientização e uma preocupação com um determinado assunto e têm a memória corporativa que permite ir além da última imagem ou frase.   Tendo tudo isso como contexto, fica bem mais fácil navegar pelo restante da cobertura mais superficial encontrada online e em outras mídias impressas.

Reproduzo abaixo entrevista de 2006 do Lippman para a ZDNet UK sobre mídia aberta, software livre, direitos autorais e em que exatamente ele estava trabalhando no MIT. Na verdade, estou compartilhando minha surpresa com a evolução do pensamento do Andrew Lippaman, que conheci no Media Lab na década de 90, quando ele começava a armar os programas Comunicações Virais e Redes Orgânicas. Se não por outros motivos, a entrevista merece ser lida para se entender um pouco mais até onde vai o poder das empresas operadoras das telecomunicações.

Você poderia explicar em mais detalhes sua opinião sobre a abertura da mídia, o que permitiria que todos pudessem participar?

Se analisarmos a história da indústria de mídia, cerca de 500 anos atrás, os usuários criativos da mídia também a inventavam. Para citar um exemplo, Leonardo da Vinci procurava no solo os pigmentos necessários para sua pintura – ele não apenas inventou o meio, mas usava-o de forma criativa. Veio a mídia de massa. Como era baseada na tecnologia, os criadores e inventores passaram a ser pessoas diferentes. A era do computador subitamente abriu-nos a possibilidade de os criadores e inventores voltarem a ser as mesmas pessoas. Embora isto não signifique o fim da mídia de massa, mas haverá uma oferta cada vez maior de produtos, à revelia das grandes empresas.

Durante a mesa redonda, você falou sobre o software livre e sobre como o Brasil está se padronizando com o Linux. Em sua opinião, como o uso do software livre mudará nos próximos anos?

Esta é minha opinião pessoal; não é fruto de nenhuma pesquisa minha sobre o assunto. Acredito que o software livre é o tipo de coisa que crescerá exponencialmente. Quando uma comunidade é relativamente pequena, as pessoas inventam as coisas apenas para seu próprio uso; programadores sabem criar um sistema para outros programadores. Mas, à medida em que outras pessoas passam a usar o software e a comunidade cresce, o software se torna mais aberto para novos usos criativos, e crescerá de forma exponencial.

Qual é a sua opinião pessoal sobre o Linux desktop.

Não acredito que o consumidor comum saiba usá-lo; ainda não possui a facilidade de um sistema Mac. Mas, se tornará mais fácil e mais rápido, à medida em que a sua comunidade crescer e diversificar-se; ele se auto-alimentará. Linux já está no mercado há muito tempo, mas ainda não explodiu porque a comunidade falava mais entre ela que com outros.

Durante a mesa redonda, você também fez uma observação de como as gravadoras demonizaram seu público, assumindo que os consumidores querem roubar seus produtos. Você poderia ampliar suas considerações sobre este assunto, e apontar uma solução, em sua opinião?

Mais uma vez, isto é minha opinião pessoal. Acredito que as pessoas são essencialmente honestas, e reconhecem que devem pagar pelo trabalho de outros. Contudo, as gravadoras assumiram que os consumidores querem apenas roubar seus produtos. O que precisamos é um pouco de fricção, não perfeição. É preciso dificultar um pouco o furto, para lembrar as pessoas que devem ser honestas; mas não pode ser um assalto em seus bolsos. Um amigo meu foi à China, e mencionei este fato a algumas pessoas da indústria da mídia, que prontamente falaram: “Estas são as pessoas que roubam nossos filmes”. É preciso fazer a pergunta: por que estão dispostos a pagar pela programação local, mas não por filmes americanos. Será que são sociopatas? Ou será que os filmes são caros demais? As empresas de mídia forçam as pessoas à ilegalidade em razão de seus preços extorsivos. Mas, obviamente, se cobrarem menos na China, as pessoas vão montar seus negócios para vender os DVDs nos EUA. Ainda não tenho uma solução para isto.

Você coordena um grupo de pesquisa voltado a “Comunicações Virais” no Media Lab do MIT. O que quer dizer isto, e o que você está tentando fazer?

Quando falamos de viral, queremos dizer invenções cuja força e poder vêm da comunidade: são coisas que começam pequenas, e explodem. Um bom exemplo disto é o Skype. Em apenas dois anos de existência, 250 milhões de pessoas já fizeram seu download. Mas é muito difícil inovar no mundo das comunicações, o qual é fortemente centralizado e verticalmente integrado. As únicas inovações que têm chance de acontecer são o Skype e a Wikipedia, que estão na margem do sistema. Inovações extremamente integradas são mais difíceis de serem levadas adiante. Estamos trabalhando para superar este desafio – qual o grau de robustez e estabilidade que podemos dar a um sistema de comunicações com o mínimo possível de infra-estrutura?

Como você acredita que o setor de comunicações reagirá ao seu trabalho? Eles não resistirão a qualquer tentativa de tornar o sistema mais aberto, já que isto resultará em mais concorrentes e menos lucros?

Os grandes sistemas abertos do mundo digital conhecidos atualmente – a internet e o computador pessoal – foram feitos de uma forma pré-comercial. As pessoas envolvidas no desenvolvimento da internet estavam preocupadas em criá-la o mais aberta possível a inovações futuras; o setor de comunicações, por outro lado, foi econômico e regulamentado desde o seu início. Embora isto seja verdade, não quer dizer que as empresas de comunicação seriam adversas ao que eu estou fazendo. Um exemplo disso é o setor de telefonia dos EUA, antes de sua desregulamentação. Naquela época, o consumidor não podia conectar nada na rede telefônica que não fosse construído pela AT&T. Antes da desregulamentação, a AT&T era dona de tudo. Após a decisão da justiça de desregulamentar o setor, essa empresa passou a controlar apenas parte da rede, mas todo o setor cresceu muito com o desenvolvimento de secretárias eletrônicas, aparelhos de fax, modens, etc.

As redes sem fio e as redes de telefonia celular ainda estão na era pré-desregulamentação. A única forma de você conectar-se a uma rede móvel é através de um telefone fornecido pela sua operadora de telefonia celular. É possível você comprar o telefone, mas não é economicamente interessante, já que a operadora subsidia o telefone. Se você é uma empresa de comunicações, talvez não seja uma má idéia abrir sua empresa – você tem a ganhar com a inventividade que você permitiu. Se você conseguir criar um telefone celular que não precisa de torres – se cada telefone funcionar como um torre – isto ajudaria a empresa de telefonia celular, já que esta não teria de arcar com a construção de torres. Tenham certeza, não estou numa cruzada para eliminar as empresas telefônicas.

Quando o seu projeto estará completo?

Gostaria que fosse mais fácil responder a esta questão. O programa que Nicholas Negroponte [o presidente anterior do Media Lab do MIT, que deixou o cargo quarta feira] fundou – o One Laptop Per Child. Se você conectar todas estas crianças, terá uma rede muito fértil de inovação. Para começar, você pode usar redes em malha (mesh networks). [Os laptops terão banda larga sem fio, que os tornará uma grande rede em malha – cada laptop poderá comunicar-se com seu vizinho mais próximo, criando uma rede local ad hoc. O projeto também está explorando formas de conectar os laptops à estrutura da internet, por um custo muito baixo, de acordo com um documento de perguntas mais freqüentes sobre os laptops]. Inicialmente, o laptop será distribuído a cinco milhões de crianças em cinco continentes, mas futuramente poderá ser entregue a muitas mais. Quão bem você acha que poderá funcionar uma rede em malha tão grande? Quão bem poderemos fazê-la funcionar? Gostaria que rodassem toda a sorte de comunicações desejadas, e nunca se esgotar. É possível criar uma rede que possa crescer sem limites? Não. Pode funcionar agora tão bem quanto terá de funcionar no final? Não. Mas será que a tecnologia irá melhorar à medida que tocamos o projeto? Sim. A questão é como podemos deixá-la escalar-se.

Você acredita que todos vão passar a usar redes em malha para cortar custos?

Eu não vejo desta maneira, como algo que estamos fazendo para cortar custos. Os grandes avanços ou mudanças que ocorreram em razão da internet mostram o grande poder da comunidade, como é o caso da eBay, Skype ou Wikipedia. Mas é difícil fazer previsões mais específicas para este tipo de coisa. O mais importante para redes virais é reduzir as barreiras de comunicação, de modo a introduzir invenção nesse espaço. Muda o nome do jogo, para o que a plataforma pode ser usada.

O que mais o anima com relação aos próximos anos?

Houve uma reação contrária às tecnologias, como por exemplo a reação da indústria fonográfica contra a música digital. Mas acredito que quando se começa a construir uma plataforma aberta, não é possível reverter esta reação e isto dará mais poder à sociedade. Acredito que no final, a sociedade vencerá. No final das contas, as leis são apoiadas pela sociedade – elas não controlam a sociedade. Se você constrói sistemas e plataformas abertas, e os torna amplamente disponíveis, então a sociedade ganhará e manterá sua voz. Por exemplo, o Digital Millennium Copyright Act – uma lei que tornou crimes atos que anteriormente eram apenas pequenas infrações – agora está sendo abrandada. As estruturas legais têm de apoiar as estruturas sociais.

(


 

O Brasil exportando educação. Do sonho à realidade.

“Minha ênfase será sobre tecnologia e infraestrutura. Acho importante trabalhar no Brasil com colegas brasileiros, para criar oportunidades para todos. A partir dessa colaboração no Brasil, podemos gerar modelos de excelência que estabeleçam exemplos para o mundo todo”. Era junho de 2005, Nicholas Negroponte tinha anunciado no início do ano em Davos projeto One Laptop per Child, OLPC, cuja a missão era  projetar, fabricar e distribuir laptops suficientemente baratos para proporcionar a cada criança do mundo acesso ao conhecimento e modernas formas de educação, suportado por uma entidade sem fins lucrativos.

 

 Ele e David Cavallo vieram ao Brasil para apresentar ao PSDB, no iFHC, e ao PT, no NAE, a filosofia do projeto e porque o MIT – Media Lab tinha eleito nosso país como a base de lançamento do projeto global. O discurso foi o mesmo para os dois públicos. “Devemos examinar atentamente as relações entre inovação e indústria e entre academia e indústria. Duas instâncias devem ser consideradas: a inovação e a consolidação. Em uma analogia, as instâncias diferem uma da outra como os estados líquido e sólido. A inovação é líquida e a consolidação é sólida. A consolidação é a solidificação da inovação, a materialização de uma nova idéia ou conceito. Por outro lado, a consolidação é conservadora — tende à rigidez e resiste à inovação. A meta do inovador é sempre explorar as possibilidades do conhecimento”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“O Media Lab, criado no início do anos 80, surgiu da necessidade de buscar novos caminhos de expressão. A comunicação é essencial para a expressão, e a expressão é essencial para a mente. Agora, mais de duas década depois, o laboratório já pode avaliar alguns resultados. Como disse o fundador do Media Lab, Norbert Wiesner, nunca acredite em nenhuma idéia com menos de 20 anos”. Walter Bender era nesta época o diretor de geral do Media Lab, o  braço direito de Nicholas Negroponte, que em julho viria ao Brasil com Seymour Papert para propor que o Brasil encomendasse três mil laptops, liderasse o projeto piloto e se preparasse para exportar educação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Walter Bender, já naquela época,  alertava : “é importante hoje repensar as telecomunicações, já que a base tecnológica das telecomunicações não é mais válida. Na época de Marconi, as telecomunicações eram baseadas em um modelo de banda restrita por número crescente de terminais. Hoje é possível ampliar a capacidade sem reduzir a banda por node de conexão. Hoje as comunicações são virais: escaláveis, de baixo custo, incrementais, adaptáveis, contributivas e robustas. Essas novas comunicações aproveitam-se de conhecimentos locais e decisões locais sobre uma estrutura global”. Esta infraestrutura, hoje representada pela internet, vem evoluindo e a sociedade em todo o planeta (a importância do nosso Marco Civil da Internet) lutando paque ele continue livre e sob o conceito da neutralidade para que ninguém, indivíduo, empresa ou entidade, tenha privilégio na sua utilização.

Na conversa com o PSDB, no iFHC, e o PT, no NAE, Bender falava também sobre o contexto: “é importante hoje repensar as telecomunicações, já que a base tecnológica das telecomunicações não é mais válida. Na época de Marconi, as telecomunicações eram baseadas em um modelo de banda restrita por número crescente de terminais. Hoje é possível ampliar a capacidade sem reduzir a banda por node de conexão. Hoje as comunicações são virais: escaláveis, de baixo custo, incrementais, adaptáveis, contributivas e robustas. Essas novas comunicações aproveitam-se de conhecimentos locais e decisões locais sobre uma estrutura global”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E ia adiante exemplificando: ” é  preciso repensar também as regras de envolvimento. Estudos mostram que estruturas com mais de 150 pessoas sofrem fortes mudanças organizacionais, exigindo maior hierarquização para impedir o caos. Mas em estruturas muito numerosas, vale a “regra da multidão”, “rule of many”. O fluxo se organiza sem hierarquia, sem organização de cima para baixo, sem editores — baseado na confiança que cada contribuição é positiva.  Exemplos dessas organizações super-numéricas são a enciclopédia online Wikipedia e o organizador de álbuns de fotos online Flickr. Esses sistemas alimentados por milhares de pessoas são exemplos de inovações (líquido) que atingiram a consolidação (sólido).   São “organic networks“, capazes de reduzir a barreira econômica à inovação. Apresentam arquitetura mais modular, mais flexível e tornam a computação mais acessível para os empreendedores”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nicholas e Seymour vieram ao Brasil um mês depois, propuseram o projeto para o PSDB e o PT, que sob a liderança do Cézar Alvarez criou um grupo de trabalho para consubstanciar a proposta e acabou gerando os programas Um Computador para Todos e Um Computador por Aluno. Nicholas nunca conseguiu entender que o Lula não poderia assumir o projto por decreto. Nossa indústria da educação nunca se interessou pelo projeto. Já a Microsoft e a Intel trabalharam legitimamente seus lobbies. Microsoft temia um sistema operacional fundamentado em processos de aprendizado compartilhado e a Intel, a entrada no mercado de uma máquina, o XO, de baixo custo e equipada com Wi-Fi mesh. Não abraçamos o projeto como um todo, mas a questão da tecnologia na educação ganhou outra dimensão no Brasil e no mundo, onde cerca de cinco mihões de crianças estudam na plataforma da OLPC.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi com este time que aprendi que o computador é muito mais do que uma ferramenta para informação e comunicação. É antes de tudo uma alavanca para criação, expressão, visualização e simulação. Foi com eles e McLuhan, “circuitos elétricos são uma extensão do sistema nervoso central” (a rede é uma extensão do nosso sistema nervoso), que entendi que vivemos hoje, graças a este fabuloso processo de inovação, na encruzilhada do futuro do presente, que tanto pode ser brilhante quanto uma tragédia. Foi também por isso, dar uma colaboração para o entendimento do momento que vivemos, que inciei esta série de textos com depoimentos de cientistas, empresários, estudantes, jornalistas, professores, sobre como se informam para não perder o trem da história. Em seguida o depoimento do Walter Bender.

Assim como meu cachorro, tenho hábitos constantes. Quando meu cachorro ouve o jornal sendo entregue na entrada da minha casa, ele me acorda. Ligo a máquina de café e saímos para um rápido passeio: enquanto eu vou pegar o New York Times, ele cheira toda a calçada para saber quais outros cachorros passaram pela minha casa. Meu foco é a cobertura internacional. O interesse dele, por outro lado, é estritamente local.

Mesmo tendo o café e o jornal à mão, começo a minha rotina passando os olhos pelos meus emails – na maioria das vezes, algum amigo enviou um link para alguma matéria recomendada. Normalmente, ignoro os alertas de notícias, já que sei que verei essas notícias e muito mais ao acessar o Google News, minha próxima parada. Finalmente, passo uns 20 a 30 minutos com o New York Times. Faço uma leitura cuidadosa do primeiro caderno e superficial do resto.

Durante o meu dia, periodicamente acesso o Facebook, Twitter, Google+ e alguns outros sites de mídia social; por algum motivo, é apenas no Google+ que encontro uma ou duas recomendações de matérias que valem a pena ser lidas. Mas passo a maior parte do dia no IRC, um chatroom do estilo antigo, onde, além de discutir trabalho, meus colegas e eu comentamos nossas percepções sobre o mundo que nos cerca.

Finalmente, uma vez por semana, à noite, escrevo no meu blog e leio outros blogs. Temos um “planeta” de blogs relacionados, mas por vezes eu fujo do assunto e vou para o mundo dos blogs mais convencionais

Desenvolvido por SELVA/LAB