Considerando que nos próximos 10 anos a tecnologia estará integrada nos ambientes e em cada um de nós – não será mais algo que você liga e desliga – e que isso mudará totalmente a experiência humana de viver, vejo os avanços das plataformas de atuação na rede como a principal tendência em 2014.

Monitoramento, curadoria e agregação, articulação e governança são os processos provocados na sociedade pela linguagem, pela informação. Da linguagem oral à eletrônica, que promete, se não o retorno, a valorização da cultura oral. Mídias sociais como Twitter, google+, facebook, linkedin, pinterest, tumblr, youtube, paper.li, rebelmouse, instagram, scoop.it, flipboard, meddle etc  são plataformas pontuais, ferramentas, mídias.

Num mundo que a cada dia ganha maiores índices de complexidade e fragmentação atuar de forma isolada com uma ou outra destas mídias é inócuo. Indivíduos, profissionais e empresas que atuam com propriedade e objetividade no novo ecossistema da informação vêm avançando na construção de suas plataformas com o conjunto de ferramentas que lhes parecem mais apropriadas para seus objetivos.

Rede social existe desde a idade da pedra. É a base de relacionamento de indivíduos, de entidades, de empresas, de setores da economia, de partidos políticos, de sindicatos, de qualquer organização humana. No mundo digital, na economia social, esta base de relacionamento tem que ser organizada na rede para lhe dar mais organicidade e objetividade. Consolida-se aí o conceito de plataforma (e viabilizam-se as redes sociais, as redes de interesse específico), que requer ainda processos de monitoramento e a inter-relação com landing pages apropriadas para fazer  andar o processo de comunicação e articulação frente a um ou uma gama de objetivos. Além, é claro, de uma boa integração com as mídias tradicionais, pois há e haverá por um bom tempo uma forte interdependência entre os dois  mundos, que são um só.

A tendência  tecnológica é reforçada pela demanda da sociedade. A tecnologia, suas ferramentas e processos vão contribuir para dar vazão às necessidades de uma sociedade muito mais complexa e fragmenta da que foi regida pelas tecnologias da era industrial. Esta percepção já é latente na sociedade contemporânea  atônita com o contexto e surpreendida pelos novos processos da informação, comunicação e articulação num mundo em profunda transformação.  Neste cenário, o do avanço das plataformas de atuação, estão contidos também o cloud, a mobilidade e o analytics.