A crise tem pelo menos três eixos principais: o stress do modelo de financiamento da economia pelo mercado financeiro, a falência do sistema de representação política da sociedade contemporânea em todo o mundo e o esgotamento do modelo de relação com o meio ambiente.

Isso tudo no âmbito da mais profunda e dramática mudança de infraestrutura da plataforma de informação, comunicação e articulação da sociedade.  A rede é um novo ambiente, um novo ecossistema, que vai determinar a reformulação das instituições e de todo o jogo das práticas sociais, econômicas e políticas da sociedade que se está formando.

Ignorar isso significa ignorar a História e levar a discussão para um buraco sem fim, um campo de radicalização maniqueísta entre bandidos e mocinhos. As futuras gerações cobrarão pelo tempo perdido e por soluções com fundamento para um conjunto de problemas que não serão resolvidos em uma geração.