Depoimento do jornalista Renato Cruz para o  Confins, na série na encruzilhada do futuro do presente. Uma tentativa de abrir um pouco mais  o debate sobre o novo ecossistema da informação e a crise da tradicional indústria jornalística, cujo modelo de negócios se sustentava na capacidade destes meio de articular públicos em torno de idéias, sonhos, problemas, consumo etc.

De manhã, dou uma olhada nos jornais brasileiros (Estadão, Folha, Valor, O Globo) pela internet. Normalmente, vejo as edições impressas somente mais tarde, na redação. Recebo por email as newsletters do New York Times, do Guardian, do Washington Post, do San Jose Mercury News, do Wall Street Journal, da Economist e do Financial Times, entre outros.

Ouço notícias no rádio do carro, normalmente para saber do trânsito. Tenho dezenas de blogs nacionais e internacionais assinados no Google Reader, mas o horário em que consulto isso depende um pouco do dia. O Twitter e o Facebook são fontes importantes de informação. No Twitter, tenho algumas listas privadas, por assunto, que me ajudam a organizar a informação.

A Wired é uma das poucas revistas que ainda leio regularmente no papel. Assino a Technology Review e o New York Review of Books no Kindle. Tenho lido muita não ficção em versão digital, principalmente no celular, na rua, enquanto espero para falar com alguém ou alguma coisa assim. Li no celular The Information, do James Gleick, e The Idea Factory, do Jon Gertner, por exemplo.