Não sei quantos depoimentos já publiquei nesta série sobre como as pessoas se informam nestes tempos de rede para se manterem ligadas. Vai mais um, o da jornalista Beatriz Abreu. Junto com ele vai também meu incômodo com a certeza de que estamos perdendo alguma coisa importante das nossas vidas afogados por uma avalanche de informações, como nota com propriedade o professor Antonio Mendes Ribeiro no seu depoimento para o Confins: O dilúvio está aí, falta o Noé.

O objetivo da série de depoimentos, vale lembrar, é procurar abrir o debate sobre a crise de longa duração que estamos atravessando, a encruzilhada do futuro do presente, na perspectiva do Confins. Uma crise que se inicia com a disparada dos preços de petróleo na década de 70 e que, de lá para cá, tem momentos piores e melhores, mas persiste. Ela é o tempo de mudança de uma época para outra, da sociedade industrial para a do conhecimento. Da rede de distribuição de energia para a rede de construção e compartilhamento de conhecimento. Das plataformas de informação, comunicação e articulação lineares para as tridimensionais.

Distribuição implica hierarquia e poder,  compartilhamento significa uma nova ordem social. É este o principal fundamento dos novos tempos, que elucida para quem ainda não entendeu a resistência do status quo. Como diria Marshall McLuhan, “há uma excelente razão pela qual a maioria das pessoas prefere viver na era imediatamente anterior a elas: é mais seguro. Viver na vanguarda das coisas, na fronteira das mudanças, é algo apavorante”.

É hora de irmos para o depoimento da Bia, jornalista que foi (e é) o eixo do serviço de notícias para o mercado financeiro em tempo real da Broadcast em Brasília.

Eu adoro acordar com as notícias. Já no meu café da manhã acesso meus e-mails para checar informações enviadas por amigos, acompanho o noticiário em Tempo Real, checo os sites e inicio a leitura dos jornais.  Como a informação primária está nos conteúdos digitais, a leitura dos jornais me complementa, seja comparando como cada um abordou o tema mais importante do dia anterior, seja com a leitura de colunas,  artigos e editoriais da midia impressa.

Esse primeiro momento me atualiza e me deixa antenada sobre o assunto que vai ditar o noticiário econômico, político e temas relacionados ao dia-a-dia da população, principalmente na área de educação e saúde. Ao longo do dia, troco opiniões  com colegas do trabalho e amigos sobre o noticiário e, invariavelmente,  eles percebem um assunto ou fazem uma análise diferenciada. O noticiário em Tempo Real me mantém plugada na notícia, além do acesso aos sites dos principais jornais do país e as redes de relacionamento.

O twitter constitui um mundo de notícias. Muitas vezes, nem os sites publicaram. É interessante acompanhar o twitter porque, ao longo do dia e parte da noite, tudo gira por alí. A noite, quando já estou em casa acompanho o Telejornais e dou mais uma olhada nos sites. Bom, meu celular está sempre comigo e o acesso à internet me mantém concectada o tempo todo.

Nos fins de semana, além dos jornais, eu também me informo com a leitura das revistas semanais.