Antonio Rosa está entre os que comungam a visão de Alvin Toffler de que se está formando uma nova sociedade com comportamentos e procedimentos em formação “na estruturação da família, nos relacionamentos dos jovens, com novos conceitos de sexo, raça e idade, novas estruturas familiares e novas formas organizacionais e culturais”. Um novo mundo que segundo ele ainda não entendemos e não sabemos para que direção caminha, na encruzilhada do futuro do presente na qual nos encontramos.

No texto  abaixo, seu depoimento para o Confins sobre como se informa no dia a dia para não perder o bonde, ele fala sobre usas previsões sobre o processo de “enredamento” da sociedade, os meios que utiliza para se informar do rádio à rede e sua ansiedade de estar perdendo alguma coisa, um stress comum a todos nós. O depoimento do Toninho está em itálico. Entre aspas jogando com o depoimento, trechos de uma entrevista dele sobre a rede para o Espaço Convergente. Isso depois do vídeo do Toffler falando sobre os novos paradigmas e dos desasfios que temos pela frente.

Para mim a informação é fundamental, pois como consultor de mídia entendo que passamos pela maior revolução que este setor já viveu. Evidentemente, a chamada Sociedade da Informação está mudando todos os hábitos de mídia e criando novos paradigmas.

Escrevi um livro falando sobre o tema em 98, o título Atração Global já identificava este fenômeno, mas também alertava para a criação das primeiras empresas globais de mídia, a propósito último setor econômico que ainda não se globalizou, produtos industriais, serviços e mercado financeiro já operam neste novo modelo.

 

Toninho Rosa: “A expansão da Internet no Brasil era altamente previsível, até porque o Brasil, e aí eu estou dizendo com base na minha teoria, o Brasil é o segundo maior país em mídia do mundo, só perde para os Estados Unidos. O Brasil tem um número de emissoras de televisão, de rádios, de jornais e de revistas altamente expressivo e tem um consumo muito grande também. Nós temos cinco redes de tv’s, os Estados Unidos só têm quatro redes, mesmo assim tem um enorme nível de audiência.

Começo o dia consumindo notícias pelo rádio,  meio imbatível para se acompanhar notícias nos dias de hoje. Tenho defendido a tese de que o rádio será o meio líder em comunicação, pela simples observação de que a população moderna é muito ativa. Permanecendo fora de casa praticamente o dia inteiro, noto facilmente que a que da de audiência da televisão, da circulação dos jornais e revistas refletem este comportamento. Evidente que o único meio de comunicação que pode ser consumido mantendo-se as atividades é o rádio; com ele é possível dirigir, trabalhar ou navegar na web. Para quem ainda não sabe, em SP o rádio já bate a TV em horas consumidas.

Toninho Rosa: “A convergência é um processo já iniciado e que tende a se aprofundar cada dia mais. Logo, o exercício do jornalismo e da propaganda passará obrigatoriamente por práticas, processos e estratégias que contemplem o cenário que se está desenhando, e que ainda me parece embrionário.”

Navego o dia inteiro por sites de informação, portais nacionais como UOL, Terra, G1, IG e sites de notícia, a exemplo da Folha, Estadão, Veja, Exame etc. Também navego por sites estrangeiros, principalmente no MailOnline, WSJ, NYT.  Também navego por sites de marketing e propaganda, Adnews (criado pela nossa empresa Dainet), MMonline, Propmark e Bluebus.
Jornais impresso apenas nos finais de semana, quando tenho mais tempo, mas também por ainda apreciar ler no velho e bom impresso.

Toninho Rosa: “Em linhas gerais, o espaço no impresso é limitado, e o da internet tem maior maleabilidade; o fechamento antecipado do impresso o “esfria”, enquanto a internet é sempre “quente”. Mas os princípios que norteiam a prática da propaganda e do jornalismo são (ou deveriam ser) os mesmos.”

No final do dia dedico o tempo para TV, procuro assistir todos os telejornais. Lamento pelo horário do Jornal da Band, pois estar em casa às 19:30h realmente é para poucos. Assisto o JN e o Jornal da Dez da Globonews.

Toninho Rosa: “O grande problema no Brasil é a falta de invenções brasileiras nas novas mídias. “Cadê os Googles? Facebooks? Twitters? Yahoo? Porque não conseguimos produzir um YouTube aqui? Nós temos um problema seríssimo educacional e empresarial no Brasil”. Essa á uma das carências que venho através de diversos estudos e ajuda de colegas tentando suprir.”

Durmo preocupado por imaginar que perdi algumas notícias e informações.