Juan,

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Un estudio apunta las causas por las que la prensa escrita se extinguirá.

Nicholas Negroponte: Los periódicos ya no existen… para mí (ríe). En poco tiempo, para 2015, la prensa escrita no existirá y todos nos acostumbraremos a informarnos a través de la Red e incluso dejaremos de lado la televisión. A una minoría le costará adaptarse pero se darán cuenta de que si no lo hacen, se quedarán fuera de la sociedad. Estoy seguro de que una madre e incluso una abuela, si las enseñas, estarán encantadas de usar un iPad.

rodrigo

Pirata, no perdamos el tiermpo mirando atras. El periodismo es el que hay que salvar, no los periodicos, aunque los mejores sobreviviran mucho mas tiemo de lo que viviremos tu yo. Grande abrazo con saudades.
Necesito unas fotos de la bandera republicana que estaba y estara todavia en la pared de directoria de OESP, y algun dato de su historia.

JA

Juan, aí está a foto e o texto que estão no hall do andar da redação de O Estado.
Um abraço

rodrigo

Esta Bandeira Paulista foi hasteada, em 9 de julho de 1932, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e ali tremulou durante todo o tempo da mobilização do povo de São Paulo para a arrancada gloriosa do Movimento Constitucionalista. Arriada, foi entregue pelos estudantes da Academia a Julio Mesquita Filho para que “O Estado de S Paulo” a guardasse para sempre como símbolo e testemunho da fidelidade da grei paulista à Lei e à Ordem, à Democracia e à Liberdade.

Muito obrigado, Pirata!

Un ejemplo mas de cuando los diarios eran no negocios sino INSTITUCIONES SOCIALES, y por serlo eran importantes, respetados y… rentables.

JA

Juan,

Em todos debates que participo, sempre digo que os jornais se legitimaram na medida em que serviram como plataforma de articulação das comunidades em que estavam inseridos, num tempo em que a sociedade não estava fragmentada como hoje e num processo contínuo de profunda disrupção.

Cito aquela frase do meu bisavo, Júlio Mesquita, que sintetizava o papel dos jornais no início do século passado – “Não procuro dirigir nem criar a opinião pública no meu Estado. Ao contrário, procuro apenas sondar com cautela as opiniões em que o Estado se divide e deixo-me ir, confiado e tranquilo, na corrente daquela que me parece seguir o rumo mais certo.” E conto a história da greve dos operários anarquistas em São Paulo, em 1917, com o jornal tomando o partido deles.

O comitê de arbitragem da greve chega a um impasse, O Estado é chamado para arbitrar o comitê, meu bisavô (Júlio Mesquita) indica meu avô (Júlio Mesquita Filho) para representar o jornal. O Estado toma o partido dos operários: havia trabalho infantil, horas extras sem fim, trabalho no fim de semana. Enfim, condições pouco humanas.

Chego até Tocqueville, que no clássico A Democracia na América analisa de forma brilhante o papel dos jornais na formação das comunidades locais e na consolidação do sentimento de cada uma delas e de seus cidadãos de que faziam parte e um conjunto maior – a Nação em formação.

A ironia disso tudo é a miopia das empresas de informação tradicionais. A Web é a nova plataforma de articulação da sociedade e estas empresas detêm know how para construir caminhos neste novo ecossistema global em formação. Tanto do ponto de vista editorial quanto comercial.

rodrigo

That the secret!

JA

Juan Antonio Giner, o JA, desta troca de emails, é fundador e presidente da consultoria Innovation Media Consulting. Conhecemo-nos em 1988. Eu, o Pirata, na Agência Estado, trabalhando para inserir a S.A. O Estado  de S Paulo no novo ecossistema da indústria da informação. Ele no embrião do que viria a ser a empresa global que dirige hoje, a Innovation in Newspapers. Nós dois compartilhando desde aquela época a consciência de que na sociedade contemporânea os meios de informação tradicionais estavam perdendo a soberania que conquistaram e mantiveram desde o seu nascimento, no século 16, até o apogeu da era industrial, que hoje abre espaço para a era do conhecimento. Iriam perder a soberania, mas ninguém melhor preparado do que eles para alavancar o futuro em rede, desde que tivessem coragem de se “perder” na rede.